quinta-feira, 7 de maio de 2026

 


A EDUCAÇÃO FÍSICA EXIGE RESPONSABILIDADE, FISCALIZAÇÃO E RESPEITO À LEI


POR MARCELO BRAGA

A Educação Física brasileira avançou muito nas últimas décadas. Hoje contamos com o Conselho Federal de Educação Física e com Conselhos Regionais em praticamente todos os estados do país, responsáveis pela orientação, regulamentação e fiscalização da profissão. Isso representa uma grande conquista para os profissionais habilitados e para toda a sociedade.

Porém, infelizmente, ainda convivemos com uma realidade preocupante: muitas escolinhas esportivas, academias, projetos comunitários, treinos funcionais, artes marciais e atividades físicas continuam funcionando sem a presença de um profissional devidamente habilitado. Em muitos bairros existem pessoas abnegadas, apaixonadas pelo esporte, que dedicam seu tempo para ensinar crianças e jovens. Sabemos que muitas delas possuem boas intenções e exercem importante papel social dentro das comunidades.

Mas é preciso compreender que boa vontade não substitui formação profissional. A legislação brasileira existe para proteger a sociedade. Quando uma profissão é regulamentada, ela exige responsabilidade técnica, qualificação e conhecimento científico. Desenvolver atividades físicas, orientar treinamentos e trabalhar diretamente com o corpo humano sem habilitação pode configurar exercício ilegal da profissão.

Sempre defendi junto a gestores da Secretaria de Esportes de São Francisco do Sul a necessidade de reunir esses voluntários, treinadores comunitários e responsáveis por escolinhas esportivas para buscar caminhos legais, orientação técnica e apoio institucional. Isso não envolve apenas o futsal e o futebol, mas também outras modalidades esportivas, academias, projetos recreativos e principalmente as artes marciais.

A Secretaria de Esportes poderia criar programas de capacitação, cadastramento e acompanhamento dessas pessoas que atuam nos bairros. O esporte é ferramenta de inclusão social, disciplina e cidadania, mas precisa caminhar junto com a legalidade, a segurança e a fiscalização.

Outro ponto extremamente grave é a falta de fiscalização em algumas atividades desenvolvidas com crianças e adolescentes. Casos envolvendo abusos, violência e até pedofilia têm sido constantemente divulgados nas redes sociais e nos meios de comunicação. Isso exige atenção máxima das autoridades, dos pais e também dos órgãos responsáveis pela fiscalização profissional.

Academias, escolinhas, projetos esportivos, artes marciais e até algumas instituições escolares precisam ser fiscalizados de forma séria e permanente. Pais devem procurar saber quem são os responsáveis pelas atividades, se possuem formação adequada, registro profissional e condições seguras para trabalhar com crianças e adolescentes.

Não podemos permitir que atividades tão importantes para a saúde e formação humana sejam conduzidas sem responsabilidade. Valorizar o profissional de Educação Física não significa atacar voluntários ou pessoas apaixonadas pelo esporte. Significa defender qualidade, ética, segurança e respeito às leis que regulamentam a profissão.

Se existe Conselho Regional, que a fiscalização aconteça. Se existe legislação, que ela seja cumprida. O esporte transforma vidas, mas somente quando desenvolvido com responsabilidade, competência e compromisso verdadeiro com nossas crianças e jovens.

terça-feira, 5 de maio de 2026

 

“33 ANOS FORMANDO VIDAS: ENTRE VITÓRIAS, DESAFIOS E A CERTEZA DO DEVER CUMPRIDO”

POR MARCELO BRAGA 

Ao longo de 33 anos dedicados à educação e ao esporte, construí uma trajetória marcada por histórias, aprendizados e, acima de tudo, pessoas.
Foram anos de quadra, campo, sala de aula e também de gestão escolar, sempre com o mesmo propósito: contribuir para a formação de cidadãos.
Não foram apenas aulas ou treinos, foram encontros que deixaram marcas profundas em mim e, acredito, também em muitos alunos.

Pelas minhas mãos passaram centenas, talvez milhares de jovens, cada um com sua história, seus sonhos e suas dificuldades.
Muitos deles hoje são adultos, pais, mães, trabalhadores que seguem suas vidas com dignidade e responsabilidade.
É gratificante encontrá-los pelas ruas, no comércio, em repartições públicas ou empresas privadas.
Alguns param, me cumprimentam e dizem: “Professor, aprendi muito com o senhor”.
Esses momentos não têm preço.

Saber que, de alguma forma, contribuí para o crescimento dessas pessoas é uma das maiores recompensas que um educador pode receber.
O esporte e a educação têm esse poder transformador: ensinam disciplina, respeito, superação e valores para a vida inteira.
E foi isso que sempre busquei transmitir, dentro e fora da escola.

Claro, nem todos os caminhos foram como gostaríamos.
Infelizmente, alguns poucos ex-alunos seguiram por direções difíceis.
Já encontrei jovens envolvidos com drogas, outros enfrentando problemas com a justiça, e alguns que, com tristeza, já não estão mais entre nós.
São momentos que nos fazem refletir profundamente.

Como educador, sempre fiz o meu melhor.
Ensinei, aconselhei, dialoguei, estive presente.
Mas a vida é feita de escolhas, e cada um trilha o seu próprio caminho.
Carrego comigo a consciência tranquila de que cumpri meu papel com dedicação e responsabilidade.

Ser professor vai muito além de ensinar conteúdos.
É orientar, é acolher, é acreditar no potencial de cada aluno, mesmo quando ele próprio não acredita.
É plantar sementes, muitas vezes sem saber quando ou como irão florescer.

Hoje, olhando para trás, vejo uma caminhada de muito esforço, mas também de inúmeras conquistas.
Cada aluno que venceu na vida representa uma vitória compartilhada.
Cada história de superação reforça a importância do nosso trabalho.

Sigo firme, com a mesma paixão de sempre, acreditando na educação e no esporte como ferramentas de transformação social.
Porque formar pessoas é, sem dúvida, a missão mais nobre que alguém pode assumir.

E, ao final de tudo, fica a maior certeza:
valeu a pena cada dia, cada aula, cada esforço.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

 

CRÍTICA COM RESPONSABILIDADE, ELOGIO COM CORAGEM: MINHA POSTURA NA VIDA PÚBLICA

POR MARCELO BRAGA 


Vivemos tempos em que a palavra tem sido usada, muitas vezes, como arma e não como instrumento de construção. Por isso, faço questão de deixar clara a minha posição diante das críticas e dos elogios que manifesto. Minha atuação pública é guiada pelo respeito, pela responsabilidade e pelo compromisso com a verdade. Não utilizo minhas palavras para atacar pessoas, nem para denegrir a imagem de quem quer que seja. Quando faço críticas, elas são direcionadas a ações, decisões e resultados — nunca a ataques pessoais.

Entendo que criticar é necessário, mas criticar com responsabilidade é essencial.
E mais importante ainda: toda crítica que faço vem acompanhada de sugestões.
Apontar erros sem indicar caminhos não contribui para o crescimento de ninguém.
Meu objetivo sempre foi colaborar, somar e ajudar a construir soluções para a nossa comunidade.

Da mesma forma, quando reconheço algo positivo, faço isso com sinceridade e justiça.
Não importa se a ação vem da situação ou da oposição ao governo atual.
O que é correto precisa ser reconhecido, valorizado e divulgado.
E nesses casos, faço questão de citar nomes, pois o mérito deve ser reconhecido.
Afinal, quem de nós não gosta de ser elogiado quando faz o que é certo?
Valorizar boas atitudes é incentivar que elas continuem acontecendo.

Sou suplente de vereador e tenho plena consciência dos meus direitos e deveres.
Minha conduta é baseada na ética, na transparência e na responsabilidade com a população.
Minha integridade, minha idoneidade e minha imparcialidade não estão à venda.
Não negocio meus princípios e não os troco por interesses ou conveniências.
Tenho uma trajetória construída com esforço, trabalho e compromisso com as pessoas.

Reconheço também que, como todo ser humano, já cometi erros.
Tenho consciência disso e não fujo das minhas responsabilidades.
Sempre fui muito autocrítico comigo mesmo e continuo sendo.
Quando erro, faço questão de assumir, corrigir e aprender.
Errar faz parte da caminhada, mas persistir no erro é uma escolha — e essa eu não faço.

A vida pública exige coragem, equilíbrio e maturidade.
Exige saber ouvir, reconhecer falhas e também valorizar acertos.
E é exatamente dessa forma que procuro agir no meu dia a dia.
Sem radicalismos, sem perseguições, sem injustiças.

Se um dia tiver a oportunidade de assumir uma cadeira na Câmara de Vereadores,
podem ter certeza de que essa será a minha postura.
Continuarei fazendo críticas responsáveis, apresentando sugestões e reconhecendo o que é correto.
Sempre com respeito, seriedade e compromisso com a verdade.

A política precisa de mais equilíbrio e menos ataques.
Precisa de mais responsabilidade e menos vaidade.
E é com esse pensamento que sigo firme na minha caminhada.

domingo, 3 de maio de 2026

 




PRINCÍPIOS NÃO SE NEGOCIAM: “POLÍTICA SEM VALORES NÃO ME REPRESENTA”

Ser vereador não é ocupar uma cadeira, é assumir uma responsabilidade diante de toda a população.
Representar o povo exige preparo, caráter e compromisso verdadeiro com a comunidade.
Não basta falar bonito em campanha, é preciso agir com coerência todos os dias.
O vereador precisa ser exemplo dentro e fora da Câmara.
Exemplo de conduta, de respeito, de ética e de responsabilidade.

A política não pode ser um espaço de interesses pessoais.
Ela deve ser instrumento de transformação social.
Quem ocupa um cargo público precisa entender que está ali para servir.
Servir com transparência, com coragem e com honestidade.

Faço parte de um partido que defende a família, os princípios e os valores.
Um partido que acredita na força de uma economia liberal.
Que valoriza o trabalho, a liberdade e o desenvolvimento.
E para defender tudo isso, não basta discurso: é preciso postura.

Não posso defender valores se não os pratico.
Não posso cobrar ética se não sou ético.
Não posso falar em família se não a respeito.
Não posso falar em liberdade se ajo por interesse próprio.

Hoje, muitos cidadãos se sentem sem representação.
Sentem que suas vozes não ecoam dentro da Câmara.
E isso é reflexo de uma política distante da realidade do povo.

Eu não tenho quem me represente.
E por isso, não posso me calar diante dessa situação.
Mas também não vou me aliar a quem não compartilha dos mesmos princípios.
Não posso caminhar ao lado de quem não inspira confiança.
Nem de quem age de forma incoerente dentro ou fora da política.

Minhas convicções não estão à venda.
Meus valores não são moeda de troca.
Meus princípios não se negociam com ninguém, seja quem for.

A política precisa de homens e mulheres firmes.
Pessoas que tenham coragem de dizer não quando for preciso.
Que não se curvem a interesses que prejudiquem a população.

Ser vereador é ser a voz do povo.
Mas, acima de tudo, é ser exemplo para a sociedade.

E enquanto houver espaço para a verdade,
haverá também quem lute por uma política mais justa,
mais transparente e mais comprometida com o bem comum.


sexta-feira, 1 de maio de 2026

 



Educação Não é Palanque: A Verdade Sobre a Tentativa de Militarização da Escola Annes Gualberto

ARTIGO: POR MARCELO BRAGA
A educação precisa ser tratada com seriedade, responsabilidade e, acima de tudo, respeito à comunidade escolar. Nos últimos dias, tem chamado atenção a tentativa de transformar a Escola Estadual Annes Gualberto em uma escola cívico-militar — não pelo modelo em si, que pode ser discutido com maturidade —, mas pela forma como esse processo vem sendo conduzido.
Sempre fui favorável ao debate sobre escolas cívico-militares. Trata-se de um modelo que pode trazer benefícios quando bem estruturado, com transparência, participação e, principalmente, conhecimento por parte de todos os envolvidos. No entanto, o que estamos presenciando não é um debate saudável, mas sim um movimento que aparenta ser orquestrado politicamente, sem o devido diálogo com quem realmente vive a escola no dia a dia.
É importante destacar que esse movimento levanta ainda mais preocupações quando se observa a aproximação repentina de um agente político ( VEREADOR ) junto à gestão escolar. O que deveria ser uma relação institucional transparente e voltada ao interesse público, passa a gerar questionamentos quando há sinais de tentativa de influência por meio de aproximações estratégicas e possíveis benefícios indiretos.
A escola não pode, em hipótese alguma, ser alvo de interesses pessoais ou políticos. A gestão escolar precisa ser autônoma, respeitada e comprometida exclusivamente com a educação e com a comunidade que atende. Qualquer tentativa de interferência que desvirtue esse propósito deve ser vista com atenção e responsabilidade.
Reforço que decisões sobre o futuro da escola devem ser construídas com base no diálogo coletivo, na ética e na transparência, jamais sob qualquer tipo de influência externa que comprometa a credibilidade da instituição.
É fundamental que a comunidade escolar compreenda, de forma clara e responsável, o que é uma escola cívico-militar. Professores precisam conhecer o projeto, entender suas implicações pedagógicas e administrativas. Alunos e pais também devem ser ouvidos, esclarecidos e respeitados. Qualquer mudança dessa magnitude exige estudo, diálogo e, principalmente, uma consulta democrática à comunidade.
Sem esse processo, qualquer tentativa de implantação se torna precipitada e, pior ainda, desrespeitosa. Não se constrói educação de qualidade com imposições ou movimentos apressados. Constrói-se com escuta, planejamento e compromisso verdadeiro com o futuro dos alunos.
Diante disso, manifesto minha posição contrária a essa forma de condução. Não se trata de ser contra ou a favor do modelo, mas de defender que decisões educacionais devem ser tomadas com responsabilidade, transparência e participação coletiva.
Nesse sentido, reconheço a importância da presença do sindicato dos professores (SINTE), que esteve na escola buscando garantir o debate e o direito à informação. Esse é o caminho: diálogo aberto, respeito às opiniões e construção conjunta.
Fica aqui o meu alerta aos pais, professores e toda a comunidade: é preciso estar atento. A educação dos nossos filhos não pode ser decidida sem que todos compreendam, participem e tenham voz ativa no processo.
Educação não é improviso. Educação não é palanque. Educação é compromisso com o futuro.


quarta-feira, 29 de abril de 2026

 

Escola Annes Gualberto: Um Legado de Gestões que Transformaram Gerações 

POR MARCELO BRAGA 


Fundada em 26 de junho de 1969, a Escola de Educação Básica Engenheiro Annes Gualberto construiu, ao longo das décadas, uma trajetória marcada pelo compromisso com a educação pública de qualidade em São Francisco do Sul. Localizada no bairro Paulas, a instituição nasceu para atender a comunidade local e, desde então, tornou-se referência de ensino, acolhimento e formação cidadã.

A história da escola começou ainda antes da atual denominação, quando funcionava como escolas reunidas e já contava com a dedicação da Professora Antônia Felícia de Oliveira, reconhecida como a primeira diretora da trajetória administrativa que daria origem à unidade atual. Sua liderança abriu caminhos para que outras gestoras dessem continuidade a uma missão nobre: educar gerações com responsabilidade, carinho e visão de futuro.

Desde então, diversas diretoras e equipes de professores e técnicas contribuíram para consolidar o nome da escola no município. Cada gestão deixou sua marca, ampliando projetos pedagógicos, fortalecendo o vínculo com as famílias e modernizando a estrutura física e humana da instituição. O legado construído é coletivo e merece ser valorizado em sua totalidade.

Em 2010, após importantes investimentos, a escola passou a contar com novas instalações, acessibilidade e melhores condições para atender seus estudantes. Com biblioteca, quadra coberta e espaços adequados ao aprendizado, a unidade reafirmou seu papel de centro educacional voltado ao desenvolvimento integral dos alunos.

Os números demonstram esse crescimento. Em 2017, a escola atendia 477 alunos matriculados do 1º ao 9º ano. Já em 2019, esse número chegou a 528 estudantes, refletindo a confiança da comunidade no trabalho realizado. Em registros mais recentes, a unidade aparece na faixa de 501 a 1000 matrículas, confirmando sua relevância regional.

Com a ampliação da comunidade escolar e o aumento das demandas administrativas, a escola conquistou, a partir de 2019, o importante reforço de uma assessoria de gestão, marco relevante em sua organização interna. Nesse período, destacaram-se as professoras Indyanara Araújo e Sabrina Gomes, que exerceram a função de assessoras, colaborando diretamente para o bom funcionamento da unidade.

Outro capítulo importante dessa história foi a gestão do Professor Marcelo Roberto Vieira Braga, que foi eleito nas eleições gerais para gestor escolar em 2015 e 2019 , tendo os períodos de 2016 á 2019 e 2020 á 2023 a frente da escola .

Também merece destaque a atual gestora Silvana Prestes, que anteriormente atuou como assessora na gestão do Professor Marcelo Braga, demonstrando experiência, preparo e continuidade administrativa. Sua presença representa a valorização de lideranças formadas dentro da própria caminhada institucional.

A Escola Annes Gualberto também se destacou em projetos pedagógicos e ambientais, mobilizando estudantes em ações de cidadania, preservação ambiental e participação comunitária. Isso mostra que educar vai além da sala de aula: é formar pessoas conscientes e comprometidas com a sociedade.

Celebrar o legado das gestões anteriores e atuais da Escola Annes Gualberto é reconhecer que o sucesso de uma instituição se constrói com trabalho coletivo, visão educacional e amor pelo ensino. Desde 1969 até os dias de hoje, a escola segue firme como patrimônio educacional de São Francisco do Sul, formando gerações e escrevendo uma história de orgulho para toda a comunidade.


  • Você estudou na Escola Annes Gualberto? Em que ano ou época foi aluno(a)?
  • Qual a lembrança mais marcante que você tem da escola?
  • Quem foi o professor ou professora que marcou sua vida no Annes Gualberto?
  • Você tem fotos antigas da escola, formaturas ou eventos para compartilhar?
  • Qual brincadeira no recreio você mais lembra dos tempos de estudante?
  • Como era a escola na sua época? O que mais te marcou?
  • Você participou de desfiles, festas juninas ou apresentações escolares? Conte para nós!
  • Qual colega de turma você gostaria de reencontrar hoje?
  • O que a Escola Annes Gualberto representou na sua vida e formação?
  • Se pudesse deixar uma mensagem para a escola hoje, qual seria?
  • terça-feira, 28 de abril de 2026

     


    ÁGUA, PODER E POLÍTICA: O QUE ESTÁ POR TRÁS DO POSSÍVEL FIM DA CONCESSÃO EM SÃO FRANCISCO DO SUL?

    POR MARCELO BRAGA 

    São Francisco do Sul vive um dos debates mais explosivos dos últimos anos: a possibilidade de encerramento da concessão da empresa responsável pelos serviços de água e saneamento no município. Segundo informações em circulação política local, a Câmara de Vereadores teria dado parecer favorável ao fim da concessão diante do suposto descumprimento de cláusulas contratuais. Se confirmado oficialmente, trata-se de uma decisão histórica.

    Mas a pergunta que muitos fazem nas ruas é direta: o que realmente está por trás disso?

    Será apenas defesa do interesse público ou existe também disputa política, pressão popular e interesse econômico envolvido?

    A questão da água sempre foi sensível em São Francisco do Sul. Nos últimos anos, moradores reclamaram de falta de abastecimento em períodos de alta temporada, especialmente no verão, quando a população flutuante cresce fortemente. Em janeiro de 2026, foi criada pela Câmara uma Comissão Especial das Águas para fiscalizar o contrato e cobrar soluções após problemas de abastecimento que afetaram moradores e turistas.

    Ou seja: o desgaste não começou agora.

    Ao mesmo tempo, a própria concessionária divulgou que completou 10 anos de atuação afirmando ter investido em melhorias e expansão do sistema de saneamento. Segundo a empresa, houve ampliação do abastecimento e da rede de esgoto no município.

    Então surge outra pergunta: se houve investimentos, por que a crise continua?

    Pode haver três fatores principais:

    1. Contrato mal fiscalizado ou mal executado?

    Quando um contrato público gera reclamações constantes, normalmente existe falha de um lado ou dos dois lados: empresa que não entrega o prometido ou poder público que não fiscaliza como deveria.

    2. A água virou tema político

    Serviço essencial gera revolta imediata. Quando falta água, o morador não quer saber de justificativa técnica. Quer solução. Isso transforma saneamento em tema eleitoral poderoso.

    3. Interesse financeiro bilionário

    Concessões de água e esgoto movimentam valores altos por décadas. Quem controla esse serviço controla investimentos, tarifas, obras e influência econômica.

    O FIM DA CONCESSÃO RESOLVE?

    Nem sempre.

    Romper contrato pode trazer disputa judicial milionária, insegurança administrativa e demora para transição. Se não houver plano pronto, a cidade pode trocar um problema por outro.

    Encerrar a concessão sem estratégia seria perigoso. Manter a concessão sem resultados também.

    O QUE A POPULAÇÃO PRECISA EXIGIR AGORA

    • Transparência total do contrato
    • Quais cláusulas foram descumpridas?
    • Multas aplicadas?
    • Quanto a empresa já investiu?
    • Quanto ainda falta investir?
    • Quem assumiria o serviço se houver rompimento?
    • A tarifa vai subir ou cair?
    • Haverá garantia de abastecimento no próximo verão?

    A VERDADE INCÔMODA

    Em muitos municípios brasileiros, empresas culpam prefeitos, prefeitos culpam empresas e vereadores culpam todos. Enquanto isso, o povo continua abrindo a torneira esperando água.

    São Francisco do Sul precisa menos discurso e mais solução.

    PERGUNTAS PARA OS SEGUIDORES

    1. Você confia na atual concessionária?
    2. O contrato deve ser encerrado ou ajustado?
    3. Quem falhou mais: empresa ou fiscalização pública?
    4. A Câmara está defendendo o povo ou fazendo política?
    5. O município está preparado para assumir o serviço?
    6. Você já sofreu com falta de água na cidade?
    7. A tarifa cobrada condiz com o serviço entregue?
    8. Quem deve responder pelos prejuízos ao morador?
    9. O saneamento virou disputa eleitoral?
    10. Se fosse hoje, você manteria ou romperia a concessão?

    segunda-feira, 27 de abril de 2026

     


    A escola está sangrando em silêncio

    Alunos sem compromisso, pais ausentes e professores adoecendo. Enquanto isso, alguns gestores assistem tudo sem preparo e sem ação. Educação não sobrevive onde falta responsabilidade.

    POR MARCELO BRAGA 

    A crise da educação brasileira não começou ontem, mas seus sinais se tornaram cada vez mais visíveis dentro das salas de aula. O que antes era percebido apenas nos resultados de avaliações e índices oficiais, hoje pode ser sentido no cotidiano das escolas, no olhar cansado dos professores, na indiferença de muitos alunos e na ausência preocupante de parte das famílias. A escola está sangrando em silêncio, e poucos parecem perceber a gravidade da situação.

    Em muitas instituições de ensino, o compromisso com os estudos deixou de ser prioridade para uma parcela dos estudantes. Há desinteresse, falta de disciplina, desrespeito às regras e pouca valorização do conhecimento. Muitos chegam à escola sem material, sem foco e, em alguns casos, sem qualquer vontade de aprender. Não se trata de culpar a juventude, mas de reconhecer que valores importantes foram sendo perdidos ao longo do tempo.

    Outro ponto alarmante é a ausência de muitos pais na vida escolar dos filhos. Alguns só aparecem quando surge um problema grave, quando há reprovação ou conflito. Acompanhamento de tarefas, diálogo com professores, participação em reuniões e incentivo diário aos estudos deveriam ser práticas naturais dentro das famílias. Quando isso não acontece, a escola fica sobrecarregada e tenta cumprir sozinha um papel que também pertence ao lar.

    No centro desse cenário está o professor, profissional que diariamente enfrenta desafios emocionais, pedagógicos e sociais. Muitos educadores estão adoecendo física e mentalmente. Ansiedade, estresse, depressão e esgotamento se tornaram frequentes entre aqueles que dedicam a vida a ensinar. O professor, que deveria ser valorizado e protegido, muitas vezes trabalha sem apoio, sem reconhecimento e sob constante pressão.

    Além disso, existe a dura realidade de algumas gestões escolares despreparadas. Há gestores que ocupam cargos sem liderança, sem conhecimento técnico e sem capacidade de mediação humana. Em vez de solucionar conflitos, organizar processos e apoiar a equipe, assistem ao caos crescer de braços cruzados. A escola precisa de liderança firme, equilibrada e competente, não de improviso administrativo.

    Gestão escolar não pode ser prêmio político nem espaço para vaidades pessoais. Dirigir uma escola exige preparo, sensibilidade, coragem e responsabilidade. O gestor precisa ouvir professores, dialogar com famílias, cobrar estudantes e tomar decisões difíceis quando necessário. Quando essa liderança falha, toda a comunidade escolar sente os efeitos.

    Também é preciso reconhecer que a sociedade mudou e que novos desafios surgiram. O excesso de telas, a superficialidade das redes sociais, a perda de limites e a banalização da autoridade impactam diretamente o ambiente escolar. Muitos alunos chegam impacientes, desmotivados e pouco tolerantes à frustração. Sem parceria entre família e escola, esse quadro se agrava.

    Mas ainda há esperança. A educação pode se reconstruir quando cada parte assume seu papel. Pais precisam voltar a participar. Alunos precisam compreender que estudar é oportunidade, não castigo. Professores precisam ser valorizados, respeitados e cuidados. Gestores precisam ser preparados e cobrados por resultados reais.

    A escola continua sendo um dos lugares mais importantes de transformação social. É nela que se formam cidadãos, profissionais e futuros líderes. Porém, nenhuma instituição resiste ao abandono coletivo. Quando falta responsabilidade, sobra crise.

    A escola está sangrando em silêncio, mas ainda pode ser salva. Para isso, é necessário coragem para reconhecer erros, humildade para mudar caminhos e compromisso verdadeiro com o futuro. Educação não sobrevive de discursos. Educação sobrevive de ação.

    sábado, 25 de abril de 2026

     


    MAIS UM ESPAÇO PÚBLICO CONQUISTADO: O QUE FAZER COM O ANTIGO PRÉDIO DO INSS EM SÃO FRANCISCO DO SUL?


    POR MARCELO BRAGA 

    São Francisco do Sul acaba de receber uma importante notícia para o futuro urbano, social e econômico da cidade. Após permanecer com as portas fechadas por mais de 15 anos, o antigo prédio do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), localizado na Rua Babitonga, agora passa oficialmente a integrar o patrimônio público municipal.

    A assinatura da escritura, realizada em 4 de julho de 2024 pelo prefeito Godofredo Gomes Moreira Filho e pelo vice-prefeito Sérgio Murilo de Carvalho Oliveira, representa mais do que uma simples transferência de imóvel. Trata-se de uma oportunidade estratégica para revitalizar o Centro Histórico, ampliar serviços públicos e transformar um espaço abandonado em algo útil para a população.

    UM PRÉDIO FECHADO QUE PODE VOLTAR A TER VIDA

    Durante muitos anos, o imóvel permaneceu inutilizado. Estruturas públicas fechadas acabam gerando sensação de abandono, desvalorização urbana e desperdício de patrimônio. Quando uma prefeitura recupera esse tipo de espaço, ela abre portas para novos projetos que impactam diretamente a cidade.

    A Rua Babitonga está situada em uma das áreas mais simbólicas de São Francisco do Sul, cercada por história, turismo, comércio e circulação de moradores. Portanto, a reocupação inteligente desse prédio pode representar um divisor de águas para o Centro Histórico.


    O QUE PODERIA SER FEITO NESTE PRÉDIO?

    Existem várias possibilidades viáveis e modernas para o uso do antigo prédio do INSS:

    1. CENTRO ADMINISTRATIVO MUNICIPAL

    Reunir secretarias ou departamentos públicos em um único local, facilitando atendimento ao cidadão.

    Vantagens:

    • Economia com aluguel de prédios particulares
    • Centralização dos serviços
    • Mais agilidade ao contribuinte

    2. CASA DA CULTURA E MEMÓRIA

    Transformar o espaço em museu, galeria cultural, biblioteca pública ou centro de exposições.

    Vantagens:

    • Valoriza o Centro Histórico
    • Incentiva turismo cultural
    • Gera movimento comercial no entorno

    3. CENTRO DE EMPREENDEDORISMO E TURISMO

    Criar espaço para atendimento ao turista, cursos profissionalizantes e apoio a pequenos negócios.

    Vantagens:

    • Geração de renda
    • Fortalecimento do comércio local
    • Qualificação profissional

    4. CENTRO SOCIAL E CIDADANIA

    Abrigar serviços de assistência social, orientação jurídica, programas para idosos, juventude e famílias.

    Vantagens:

    • Atendimento humanizado
    • Aproximação entre prefeitura e população
    • Inclusão social

    5. ESCOLA TÉCNICA OU POLO UNIVERSITÁRIO

    A cidade necessita ampliar oportunidades de formação superior e técnica.

    Vantagens:

    • Formação de mão de obra local
    • Desenvolvimento econômico
    • Jovens permanecendo na cidade

    QUAIS SERIAM OS CUSTOS DE MANUTENÇÃO E REFORMA?

    Como o prédio ficou fechado por mais de 15 anos, é natural imaginar necessidade de reforma estrutural. Um imóvel fechado por longo período costuma apresentar:

    • infiltrações
    • rede elétrica antiga
    • telhado comprometido
    • problemas hidráulicos
    • pintura deteriorada
    • acessibilidade inadequada
    • necessidade de climatização
    • modernização interna

    Estimativa geral (dependendo do tamanho e conservação):

    Reforma básica:

    Entre R$ 500 mil e R$ 1,2 milhão

    Reforma completa com modernização:

    Entre R$ 1,5 milhão e R$ 4 milhões

    Manutenção anual após pronto:

    Entre R$ 150 mil e R$ 400 mil por ano

    (valores estimativos médios, podendo variar conforme projeto técnico)


    COMO PAGAR ESSA REFORMA?

    A prefeitura não precisa usar apenas recursos próprios. Existem caminhos inteligentes:

    • Emendas parlamentares
    • Recursos estaduais e federais
    • Parcerias público-privadas
    • Leis de incentivo à cultura
    • Programas de revitalização urbana
    • Convênios turísticos e patrimoniais

    MINHA OPINIÃO

    A aquisição foi positiva. Melhor do que deixar prédios públicos abandonados é colocá-los a serviço da comunidade. Porém, comprar ou receber um imóvel não basta. O maior desafio começa agora: definir uso real, apresentar projeto técnico, ouvir a população e garantir transparência nos gastos.

    Minha opinião é clara: esse prédio deveria ter função múltipla, reunindo turismo, cultura, atendimento público e espaços para cursos e eventos. Assim, o imóvel ficaria vivo diariamente, movimentando o Centro Histórico e servindo diferentes públicos.

    Também defendo consulta popular: moradores, comerciantes e entidades deveriam participar da decisão.


    O CENTRO HISTÓRICO PRECISA DE VIDA

    São Francisco do Sul possui um dos centros históricos mais bonitos do Brasil. Mas prédios fechados, abandono e pouca movimentação enfraquecem esse patrimônio.

    Quando um imóvel antigo volta a funcionar, ele gera:

    • segurança
    • circulação de pessoas
    • valorização imobiliária
    • turismo
    • comércio forte
    • orgulho local


    O antigo prédio do INSS pode deixar de ser símbolo de abandono para se tornar símbolo de renovação. A prefeitura acertou ao buscar o imóvel. Agora, o passo seguinte precisa ser planejamento, investimento responsável e uso inteligente.

    Se bem administrado, o local pode beneficiar gerações futuras e ajudar a transformar o Centro Histórico em um espaço ainda mais vivo, moderno e acolhedor.

    São Francisco do Sul não precisa de prédios fechados. Precisa de prédios abertos para o povo.


    AGORA QUEREMOS OUVIR VOCÊ!

    • Você acha que a aquisição deste prédio pela Prefeitura foi uma decisão correta?
    • Qual destino deveria ser dado ao antigo prédio do INSS?
    • Vale a pena investir recursos públicos na reforma desse imóvel?
    • O espaço deveria abrigar cultura, turismo, saúde ou serviços públicos?
    • A população deveria ser consultada antes da definição do projeto?
    • O Centro Histórico precisa de mais revitalização?
    • Que nota você dá para essa iniciativa?

    Deixe sua opinião nos comentários. A cidade também se constrói ouvindo sua gente.

    quinta-feira, 23 de abril de 2026

     


    Terminal Turístico Valter Gama Lobo: Um Espaço Importante que Merece Nova Vida

    POR MARCELO BRAGA 

    Em pleno coração de São Francisco do Sul, em uma localização estratégica e privilegiada, encontra-se um espaço que deveria ser motivo de orgulho, desenvolvimento e valorização urbana. O Terminal Turístico Valter Gama Lobo, situado na esquina da Rua Coronel Carvalho com a Rua Manoel Gomes de Araújo, nasceu com a proposta de atender turistas, oferecer apoio à comunidade e fortalecer o centro histórico da cidade. Porém, ao longo dos anos, o local acabou recebendo diversas funções improvisadas e hoje levanta uma pergunta necessária: estamos aproveitando esse espaço como ele realmente merece?

    O terminal já foi rodoviária, já serviu como centro de triagem durante a pandemia da Covid-19, recebe ônibus de turismo orientados a estacionarem ali, abriga atividades da Secretaria de Esportes e ainda serve como depósito para escolas de samba e carros alegóricos e ja recebeu até shows nacionais da festilha . Ou seja, um espaço criado com potencial turístico e urbano acabou se tornando um local multifuncional sem planejamento definitivo.

    Não se trata de criticar o uso emergencial ou provisório que o local teve em momentos importantes da cidade. Cada fase teve sua necessidade e seu valor. O problema está em permanecer sem uma identidade clara, sem revitalização adequada e sem um projeto moderno que acompanhe o crescimento de São Francisco do Sul.

    Em outros municípios turísticos de Santa Catarina e do Brasil, áreas semelhantes foram transformadas em centros culturais, mercados públicos, espaços gastronômicos, terminais turísticos modernos, centros de eventos, feiras permanentes de artesanato, arenas esportivas cobertas ou grandes áreas de convivência para moradores e visitantes. Aqui, infelizmente, ainda vemos um espaço subutilizado diante do enorme potencial que possui.

    Estamos falando de uma cidade histórica, turística e portuária. Uma cidade que recebe visitantes o ano inteiro, especialmente no verão, e que precisa oferecer estrutura à altura de sua importância. O local poderia contar com banheiros modernos, praça de alimentação, espaço para artesãos locais, centro de informações turísticas, estacionamento organizado, área para eventos culturais, feiras regionais e estrutura adequada para ônibus de turismo.

    Também poderia ser integrado ao esporte, à cultura e ao turismo de forma inteligente, valorizando todas as áreas. Nada impede que um espaço moderno contemple múltiplas funções — desde que exista planejamento, investimento e visão de futuro.

    Além disso, o entorno do centro histórico merece atenção especial. Um espaço revitalizado gera movimento econômico, fortalece o comércio local, embeleza a cidade e melhora a experiência de quem visita São Francisco do Sul.

    A pergunta que fica para a população e para o poder público é simples: até quando um local tão importante continuará sendo apenas remendado, adaptado e improvisado?

    São Francisco do Sul merece pensar grande. Merece transformar espaços esquecidos em símbolos de progresso. Merece valorizar o que tem de melhor.

    E você, o que acha que poderia ser feito no Terminal Turístico Valter Gama Lobo? Um mercado municipal? Centro cultural? Espaço multiuso? Arena esportiva? Feira permanente? Terminal moderno?

    A discussão precisa acontecer. Porque quando uma cidade deixa seus melhores espaços parados no tempo, ela também atrasa seu próprio futuro.


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