quarta-feira, 29 de abril de 2026

 

Escola Annes Gualberto: Um Legado de Gestões que Transformaram Gerações 

POR MARCELO BRAGA 


Fundada em 26 de junho de 1969, a Escola de Educação Básica Engenheiro Annes Gualberto construiu, ao longo das décadas, uma trajetória marcada pelo compromisso com a educação pública de qualidade em São Francisco do Sul. Localizada no bairro Paulas, a instituição nasceu para atender a comunidade local e, desde então, tornou-se referência de ensino, acolhimento e formação cidadã.

A história da escola começou ainda antes da atual denominação, quando funcionava como escolas reunidas e já contava com a dedicação da Professora Antônia Felícia de Oliveira, reconhecida como a primeira diretora da trajetória administrativa que daria origem à unidade atual. Sua liderança abriu caminhos para que outras gestoras dessem continuidade a uma missão nobre: educar gerações com responsabilidade, carinho e visão de futuro.

Desde então, diversas diretoras e equipes de professores e técnicas contribuíram para consolidar o nome da escola no município. Cada gestão deixou sua marca, ampliando projetos pedagógicos, fortalecendo o vínculo com as famílias e modernizando a estrutura física e humana da instituição. O legado construído é coletivo e merece ser valorizado em sua totalidade.

Em 2010, após importantes investimentos, a escola passou a contar com novas instalações, acessibilidade e melhores condições para atender seus estudantes. Com biblioteca, quadra coberta e espaços adequados ao aprendizado, a unidade reafirmou seu papel de centro educacional voltado ao desenvolvimento integral dos alunos.

Os números demonstram esse crescimento. Em 2017, a escola atendia 477 alunos matriculados do 1º ao 9º ano. Já em 2019, esse número chegou a 528 estudantes, refletindo a confiança da comunidade no trabalho realizado. Em registros mais recentes, a unidade aparece na faixa de 501 a 1000 matrículas, confirmando sua relevância regional.

Com a ampliação da comunidade escolar e o aumento das demandas administrativas, a escola conquistou, a partir de 2019, o importante reforço de uma assessoria de gestão, marco relevante em sua organização interna. Nesse período, destacaram-se as professoras Indyanara Araújo e Sabrina Gomes, que exerceram a função de assessoras, colaborando diretamente para o bom funcionamento da unidade.

Outro capítulo importante dessa história foi a gestão do Professor Marcelo Roberto Vieira Braga, que foi eleito nas eleições gerais para gestor escolar em 2015 e 2019 , tendo os períodos de 2016 á 2019 e 2020 á 2023 a frente da escola .

Também merece destaque a atual gestora Silvana Prestes, que anteriormente atuou como assessora na gestão do Professor Marcelo Braga, demonstrando experiência, preparo e continuidade administrativa. Sua presença representa a valorização de lideranças formadas dentro da própria caminhada institucional.

A Escola Annes Gualberto também se destacou em projetos pedagógicos e ambientais, mobilizando estudantes em ações de cidadania, preservação ambiental e participação comunitária. Isso mostra que educar vai além da sala de aula: é formar pessoas conscientes e comprometidas com a sociedade.

Celebrar o legado das gestões anteriores e atuais da Escola Annes Gualberto é reconhecer que o sucesso de uma instituição se constrói com trabalho coletivo, visão educacional e amor pelo ensino. Desde 1969 até os dias de hoje, a escola segue firme como patrimônio educacional de São Francisco do Sul, formando gerações e escrevendo uma história de orgulho para toda a comunidade.


  • Você estudou na Escola Annes Gualberto? Em que ano ou época foi aluno(a)?
  • Qual a lembrança mais marcante que você tem da escola?
  • Quem foi o professor ou professora que marcou sua vida no Annes Gualberto?
  • Você tem fotos antigas da escola, formaturas ou eventos para compartilhar?
  • Qual brincadeira no recreio você mais lembra dos tempos de estudante?
  • Como era a escola na sua época? O que mais te marcou?
  • Você participou de desfiles, festas juninas ou apresentações escolares? Conte para nós!
  • Qual colega de turma você gostaria de reencontrar hoje?
  • O que a Escola Annes Gualberto representou na sua vida e formação?
  • Se pudesse deixar uma mensagem para a escola hoje, qual seria?
  • terça-feira, 28 de abril de 2026

     


    ÁGUA, PODER E POLÍTICA: O QUE ESTÁ POR TRÁS DO POSSÍVEL FIM DA CONCESSÃO EM SÃO FRANCISCO DO SUL?

    POR MARCELO BRAGA 

    São Francisco do Sul vive um dos debates mais explosivos dos últimos anos: a possibilidade de encerramento da concessão da empresa responsável pelos serviços de água e saneamento no município. Segundo informações em circulação política local, a Câmara de Vereadores teria dado parecer favorável ao fim da concessão diante do suposto descumprimento de cláusulas contratuais. Se confirmado oficialmente, trata-se de uma decisão histórica.

    Mas a pergunta que muitos fazem nas ruas é direta: o que realmente está por trás disso?

    Será apenas defesa do interesse público ou existe também disputa política, pressão popular e interesse econômico envolvido?

    A questão da água sempre foi sensível em São Francisco do Sul. Nos últimos anos, moradores reclamaram de falta de abastecimento em períodos de alta temporada, especialmente no verão, quando a população flutuante cresce fortemente. Em janeiro de 2026, foi criada pela Câmara uma Comissão Especial das Águas para fiscalizar o contrato e cobrar soluções após problemas de abastecimento que afetaram moradores e turistas.

    Ou seja: o desgaste não começou agora.

    Ao mesmo tempo, a própria concessionária divulgou que completou 10 anos de atuação afirmando ter investido em melhorias e expansão do sistema de saneamento. Segundo a empresa, houve ampliação do abastecimento e da rede de esgoto no município.

    Então surge outra pergunta: se houve investimentos, por que a crise continua?

    Pode haver três fatores principais:

    1. Contrato mal fiscalizado ou mal executado?

    Quando um contrato público gera reclamações constantes, normalmente existe falha de um lado ou dos dois lados: empresa que não entrega o prometido ou poder público que não fiscaliza como deveria.

    2. A água virou tema político

    Serviço essencial gera revolta imediata. Quando falta água, o morador não quer saber de justificativa técnica. Quer solução. Isso transforma saneamento em tema eleitoral poderoso.

    3. Interesse financeiro bilionário

    Concessões de água e esgoto movimentam valores altos por décadas. Quem controla esse serviço controla investimentos, tarifas, obras e influência econômica.

    O FIM DA CONCESSÃO RESOLVE?

    Nem sempre.

    Romper contrato pode trazer disputa judicial milionária, insegurança administrativa e demora para transição. Se não houver plano pronto, a cidade pode trocar um problema por outro.

    Encerrar a concessão sem estratégia seria perigoso. Manter a concessão sem resultados também.

    O QUE A POPULAÇÃO PRECISA EXIGIR AGORA

    • Transparência total do contrato
    • Quais cláusulas foram descumpridas?
    • Multas aplicadas?
    • Quanto a empresa já investiu?
    • Quanto ainda falta investir?
    • Quem assumiria o serviço se houver rompimento?
    • A tarifa vai subir ou cair?
    • Haverá garantia de abastecimento no próximo verão?

    A VERDADE INCÔMODA

    Em muitos municípios brasileiros, empresas culpam prefeitos, prefeitos culpam empresas e vereadores culpam todos. Enquanto isso, o povo continua abrindo a torneira esperando água.

    São Francisco do Sul precisa menos discurso e mais solução.

    PERGUNTAS PARA OS SEGUIDORES

    1. Você confia na atual concessionária?
    2. O contrato deve ser encerrado ou ajustado?
    3. Quem falhou mais: empresa ou fiscalização pública?
    4. A Câmara está defendendo o povo ou fazendo política?
    5. O município está preparado para assumir o serviço?
    6. Você já sofreu com falta de água na cidade?
    7. A tarifa cobrada condiz com o serviço entregue?
    8. Quem deve responder pelos prejuízos ao morador?
    9. O saneamento virou disputa eleitoral?
    10. Se fosse hoje, você manteria ou romperia a concessão?

    segunda-feira, 27 de abril de 2026

     


    A escola está sangrando em silêncio

    Alunos sem compromisso, pais ausentes e professores adoecendo. Enquanto isso, alguns gestores assistem tudo sem preparo e sem ação. Educação não sobrevive onde falta responsabilidade.

    POR MARCELO BRAGA 

    A crise da educação brasileira não começou ontem, mas seus sinais se tornaram cada vez mais visíveis dentro das salas de aula. O que antes era percebido apenas nos resultados de avaliações e índices oficiais, hoje pode ser sentido no cotidiano das escolas, no olhar cansado dos professores, na indiferença de muitos alunos e na ausência preocupante de parte das famílias. A escola está sangrando em silêncio, e poucos parecem perceber a gravidade da situação.

    Em muitas instituições de ensino, o compromisso com os estudos deixou de ser prioridade para uma parcela dos estudantes. Há desinteresse, falta de disciplina, desrespeito às regras e pouca valorização do conhecimento. Muitos chegam à escola sem material, sem foco e, em alguns casos, sem qualquer vontade de aprender. Não se trata de culpar a juventude, mas de reconhecer que valores importantes foram sendo perdidos ao longo do tempo.

    Outro ponto alarmante é a ausência de muitos pais na vida escolar dos filhos. Alguns só aparecem quando surge um problema grave, quando há reprovação ou conflito. Acompanhamento de tarefas, diálogo com professores, participação em reuniões e incentivo diário aos estudos deveriam ser práticas naturais dentro das famílias. Quando isso não acontece, a escola fica sobrecarregada e tenta cumprir sozinha um papel que também pertence ao lar.

    No centro desse cenário está o professor, profissional que diariamente enfrenta desafios emocionais, pedagógicos e sociais. Muitos educadores estão adoecendo física e mentalmente. Ansiedade, estresse, depressão e esgotamento se tornaram frequentes entre aqueles que dedicam a vida a ensinar. O professor, que deveria ser valorizado e protegido, muitas vezes trabalha sem apoio, sem reconhecimento e sob constante pressão.

    Além disso, existe a dura realidade de algumas gestões escolares despreparadas. Há gestores que ocupam cargos sem liderança, sem conhecimento técnico e sem capacidade de mediação humana. Em vez de solucionar conflitos, organizar processos e apoiar a equipe, assistem ao caos crescer de braços cruzados. A escola precisa de liderança firme, equilibrada e competente, não de improviso administrativo.

    Gestão escolar não pode ser prêmio político nem espaço para vaidades pessoais. Dirigir uma escola exige preparo, sensibilidade, coragem e responsabilidade. O gestor precisa ouvir professores, dialogar com famílias, cobrar estudantes e tomar decisões difíceis quando necessário. Quando essa liderança falha, toda a comunidade escolar sente os efeitos.

    Também é preciso reconhecer que a sociedade mudou e que novos desafios surgiram. O excesso de telas, a superficialidade das redes sociais, a perda de limites e a banalização da autoridade impactam diretamente o ambiente escolar. Muitos alunos chegam impacientes, desmotivados e pouco tolerantes à frustração. Sem parceria entre família e escola, esse quadro se agrava.

    Mas ainda há esperança. A educação pode se reconstruir quando cada parte assume seu papel. Pais precisam voltar a participar. Alunos precisam compreender que estudar é oportunidade, não castigo. Professores precisam ser valorizados, respeitados e cuidados. Gestores precisam ser preparados e cobrados por resultados reais.

    A escola continua sendo um dos lugares mais importantes de transformação social. É nela que se formam cidadãos, profissionais e futuros líderes. Porém, nenhuma instituição resiste ao abandono coletivo. Quando falta responsabilidade, sobra crise.

    A escola está sangrando em silêncio, mas ainda pode ser salva. Para isso, é necessário coragem para reconhecer erros, humildade para mudar caminhos e compromisso verdadeiro com o futuro. Educação não sobrevive de discursos. Educação sobrevive de ação.

    sábado, 25 de abril de 2026

     


    MAIS UM ESPAÇO PÚBLICO CONQUISTADO: O QUE FAZER COM O ANTIGO PRÉDIO DO INSS EM SÃO FRANCISCO DO SUL?


    POR MARCELO BRAGA 

    São Francisco do Sul acaba de receber uma importante notícia para o futuro urbano, social e econômico da cidade. Após permanecer com as portas fechadas por mais de 15 anos, o antigo prédio do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), localizado na Rua Babitonga, agora passa oficialmente a integrar o patrimônio público municipal.

    A assinatura da escritura, realizada em 4 de julho de 2024 pelo prefeito Godofredo Gomes Moreira Filho e pelo vice-prefeito Sérgio Murilo de Carvalho Oliveira, representa mais do que uma simples transferência de imóvel. Trata-se de uma oportunidade estratégica para revitalizar o Centro Histórico, ampliar serviços públicos e transformar um espaço abandonado em algo útil para a população.

    UM PRÉDIO FECHADO QUE PODE VOLTAR A TER VIDA

    Durante muitos anos, o imóvel permaneceu inutilizado. Estruturas públicas fechadas acabam gerando sensação de abandono, desvalorização urbana e desperdício de patrimônio. Quando uma prefeitura recupera esse tipo de espaço, ela abre portas para novos projetos que impactam diretamente a cidade.

    A Rua Babitonga está situada em uma das áreas mais simbólicas de São Francisco do Sul, cercada por história, turismo, comércio e circulação de moradores. Portanto, a reocupação inteligente desse prédio pode representar um divisor de águas para o Centro Histórico.


    O QUE PODERIA SER FEITO NESTE PRÉDIO?

    Existem várias possibilidades viáveis e modernas para o uso do antigo prédio do INSS:

    1. CENTRO ADMINISTRATIVO MUNICIPAL

    Reunir secretarias ou departamentos públicos em um único local, facilitando atendimento ao cidadão.

    Vantagens:

    • Economia com aluguel de prédios particulares
    • Centralização dos serviços
    • Mais agilidade ao contribuinte

    2. CASA DA CULTURA E MEMÓRIA

    Transformar o espaço em museu, galeria cultural, biblioteca pública ou centro de exposições.

    Vantagens:

    • Valoriza o Centro Histórico
    • Incentiva turismo cultural
    • Gera movimento comercial no entorno

    3. CENTRO DE EMPREENDEDORISMO E TURISMO

    Criar espaço para atendimento ao turista, cursos profissionalizantes e apoio a pequenos negócios.

    Vantagens:

    • Geração de renda
    • Fortalecimento do comércio local
    • Qualificação profissional

    4. CENTRO SOCIAL E CIDADANIA

    Abrigar serviços de assistência social, orientação jurídica, programas para idosos, juventude e famílias.

    Vantagens:

    • Atendimento humanizado
    • Aproximação entre prefeitura e população
    • Inclusão social

    5. ESCOLA TÉCNICA OU POLO UNIVERSITÁRIO

    A cidade necessita ampliar oportunidades de formação superior e técnica.

    Vantagens:

    • Formação de mão de obra local
    • Desenvolvimento econômico
    • Jovens permanecendo na cidade

    QUAIS SERIAM OS CUSTOS DE MANUTENÇÃO E REFORMA?

    Como o prédio ficou fechado por mais de 15 anos, é natural imaginar necessidade de reforma estrutural. Um imóvel fechado por longo período costuma apresentar:

    • infiltrações
    • rede elétrica antiga
    • telhado comprometido
    • problemas hidráulicos
    • pintura deteriorada
    • acessibilidade inadequada
    • necessidade de climatização
    • modernização interna

    Estimativa geral (dependendo do tamanho e conservação):

    Reforma básica:

    Entre R$ 500 mil e R$ 1,2 milhão

    Reforma completa com modernização:

    Entre R$ 1,5 milhão e R$ 4 milhões

    Manutenção anual após pronto:

    Entre R$ 150 mil e R$ 400 mil por ano

    (valores estimativos médios, podendo variar conforme projeto técnico)


    COMO PAGAR ESSA REFORMA?

    A prefeitura não precisa usar apenas recursos próprios. Existem caminhos inteligentes:

    • Emendas parlamentares
    • Recursos estaduais e federais
    • Parcerias público-privadas
    • Leis de incentivo à cultura
    • Programas de revitalização urbana
    • Convênios turísticos e patrimoniais

    MINHA OPINIÃO

    A aquisição foi positiva. Melhor do que deixar prédios públicos abandonados é colocá-los a serviço da comunidade. Porém, comprar ou receber um imóvel não basta. O maior desafio começa agora: definir uso real, apresentar projeto técnico, ouvir a população e garantir transparência nos gastos.

    Minha opinião é clara: esse prédio deveria ter função múltipla, reunindo turismo, cultura, atendimento público e espaços para cursos e eventos. Assim, o imóvel ficaria vivo diariamente, movimentando o Centro Histórico e servindo diferentes públicos.

    Também defendo consulta popular: moradores, comerciantes e entidades deveriam participar da decisão.


    O CENTRO HISTÓRICO PRECISA DE VIDA

    São Francisco do Sul possui um dos centros históricos mais bonitos do Brasil. Mas prédios fechados, abandono e pouca movimentação enfraquecem esse patrimônio.

    Quando um imóvel antigo volta a funcionar, ele gera:

    • segurança
    • circulação de pessoas
    • valorização imobiliária
    • turismo
    • comércio forte
    • orgulho local


    O antigo prédio do INSS pode deixar de ser símbolo de abandono para se tornar símbolo de renovação. A prefeitura acertou ao buscar o imóvel. Agora, o passo seguinte precisa ser planejamento, investimento responsável e uso inteligente.

    Se bem administrado, o local pode beneficiar gerações futuras e ajudar a transformar o Centro Histórico em um espaço ainda mais vivo, moderno e acolhedor.

    São Francisco do Sul não precisa de prédios fechados. Precisa de prédios abertos para o povo.


    AGORA QUEREMOS OUVIR VOCÊ!

    • Você acha que a aquisição deste prédio pela Prefeitura foi uma decisão correta?
    • Qual destino deveria ser dado ao antigo prédio do INSS?
    • Vale a pena investir recursos públicos na reforma desse imóvel?
    • O espaço deveria abrigar cultura, turismo, saúde ou serviços públicos?
    • A população deveria ser consultada antes da definição do projeto?
    • O Centro Histórico precisa de mais revitalização?
    • Que nota você dá para essa iniciativa?

    Deixe sua opinião nos comentários. A cidade também se constrói ouvindo sua gente.

    quinta-feira, 23 de abril de 2026

     


    Terminal Turístico Valter Gama Lobo: Um Espaço Importante que Merece Nova Vida

    POR MARCELO BRAGA 

    Em pleno coração de São Francisco do Sul, em uma localização estratégica e privilegiada, encontra-se um espaço que deveria ser motivo de orgulho, desenvolvimento e valorização urbana. O Terminal Turístico Valter Gama Lobo, situado na esquina da Rua Coronel Carvalho com a Rua Manoel Gomes de Araújo, nasceu com a proposta de atender turistas, oferecer apoio à comunidade e fortalecer o centro histórico da cidade. Porém, ao longo dos anos, o local acabou recebendo diversas funções improvisadas e hoje levanta uma pergunta necessária: estamos aproveitando esse espaço como ele realmente merece?

    O terminal já foi rodoviária, já serviu como centro de triagem durante a pandemia da Covid-19, recebe ônibus de turismo orientados a estacionarem ali, abriga atividades da Secretaria de Esportes e ainda serve como depósito para escolas de samba e carros alegóricos e ja recebeu até shows nacionais da festilha . Ou seja, um espaço criado com potencial turístico e urbano acabou se tornando um local multifuncional sem planejamento definitivo.

    Não se trata de criticar o uso emergencial ou provisório que o local teve em momentos importantes da cidade. Cada fase teve sua necessidade e seu valor. O problema está em permanecer sem uma identidade clara, sem revitalização adequada e sem um projeto moderno que acompanhe o crescimento de São Francisco do Sul.

    Em outros municípios turísticos de Santa Catarina e do Brasil, áreas semelhantes foram transformadas em centros culturais, mercados públicos, espaços gastronômicos, terminais turísticos modernos, centros de eventos, feiras permanentes de artesanato, arenas esportivas cobertas ou grandes áreas de convivência para moradores e visitantes. Aqui, infelizmente, ainda vemos um espaço subutilizado diante do enorme potencial que possui.

    Estamos falando de uma cidade histórica, turística e portuária. Uma cidade que recebe visitantes o ano inteiro, especialmente no verão, e que precisa oferecer estrutura à altura de sua importância. O local poderia contar com banheiros modernos, praça de alimentação, espaço para artesãos locais, centro de informações turísticas, estacionamento organizado, área para eventos culturais, feiras regionais e estrutura adequada para ônibus de turismo.

    Também poderia ser integrado ao esporte, à cultura e ao turismo de forma inteligente, valorizando todas as áreas. Nada impede que um espaço moderno contemple múltiplas funções — desde que exista planejamento, investimento e visão de futuro.

    Além disso, o entorno do centro histórico merece atenção especial. Um espaço revitalizado gera movimento econômico, fortalece o comércio local, embeleza a cidade e melhora a experiência de quem visita São Francisco do Sul.

    A pergunta que fica para a população e para o poder público é simples: até quando um local tão importante continuará sendo apenas remendado, adaptado e improvisado?

    São Francisco do Sul merece pensar grande. Merece transformar espaços esquecidos em símbolos de progresso. Merece valorizar o que tem de melhor.

    E você, o que acha que poderia ser feito no Terminal Turístico Valter Gama Lobo? Um mercado municipal? Centro cultural? Espaço multiuso? Arena esportiva? Feira permanente? Terminal moderno?

    A discussão precisa acontecer. Porque quando uma cidade deixa seus melhores espaços parados no tempo, ela também atrasa seu próprio futuro.


     


    Aprendi Com a Vida: Amizade Verdadeira Resiste ao Tempo, ao Silêncio e à Dor 

    POR MARCELO BRAGA   

    Você sabe realmente quem são seus amigos?
    Essa é uma pergunta profunda, silenciosa e necessária. A resposta não vem nas festas, nos momentos de fartura ou nos dias de aplausos. Ela surge nas fases difíceis, nas mudanças da vida e, muitas vezes, quando ocupamos algum lugar de destaque.

    Hoje, aos meus 58 anos, posso dizer que me tornei seletivo. Não por soberba, nem por me achar melhor que ninguém. Tornei-me seletivo porque a vida me ensinou a enxergar além dos sorrisos, das palavras bonitas e dos apertos de mão vazios.

    Durante muitos anos, conheci pessoas de todos os tipos. Algumas verdadeiras, outras passageiras. Algumas leais, outras movidas apenas por conveniência. O tempo, esse mestre implacável, me mostrou que nem todo mundo que se aproxima deseja o nosso bem.

    Quando fui Secretário de Educação, ainda que por um pequeno período, vivi uma experiência reveladora. Pessoas que antes mal apareciam passaram a me procurar com frequência. Vieram com elogios exagerados, gentilezas repentinas e uma simpatia que nunca haviam demonstrado antes. Não queriam minha amizade.

    Outras, sem ao menos saberem o motivo de decisões ou entenderem a realidade, atiravam pedras. Julgavam, criticavam e espalhavam palavras duras sem conhecer os fatos. O cargo, por menor que fosse o tempo, revelou o caráter de muita gente. Ali percebi algo poderoso: posições não transformam pessoas, apenas revelam quem elas realmente são.

    Há quem se aproxime quando você pode oferecer algo. Há quem se afaste quando percebe que não pode tirar vantagem. Há quem critique por inveja. Há quem se cale por covardia. E há os raros, preciosos e inesquecíveis: aqueles que permanecem iguais em qualquer fase. Esses são os amigos de verdade.

    São os que falam com você antes, durante e depois do cargo. Os que respeitam sua essência e não o seu título. Os que celebram sua vitória sem inveja e estendem a mão na derrota sem interesse. Hoje não tenho medo nenhum de dizer que muitos são apenas conhecidos. E está tudo certo. Nem todos nasceram para entrar em nossa intimidade. Nem todos merecem acesso ao nosso coração.

    Conhecidos passam. Amigos permanecem. Conhecidos procuram quando precisam. Amigos procuram porque se importam. Conhecidos elogiam na frente e comentam por trás. Amigos corrigem na frente e defendem na ausência. Aprendi que maturidade é saber separar presença de permanência, bajulação de carinho sincero, interesse de lealdade. Aos 58 anos, valorizo a paz. Valorizo relações limpas, palavras honestas e gente que não muda conforme o vento sopra. Prefiro poucos ao meu lado, desde que sejam verdadeiros.

    Não carrego rancor de ninguém. Apenas aprendi a colocar cada pessoa no lugar certo: algumas no coração, outras na lembrança e muitas na distância necessária. A vida é sábia. Ela tira máscaras sem pedir licença. Mostra intenções sem precisar de explicações. Ensina quem merece mesa farta e quem merece apenas um cumprimento educado. No fim, não importa quantos cercam você nos dias de brilho. Importa quantos ficam quando a luz apaga.

    Hoje, meus amigos de verdade são poucos, e isso me traz paz. Aprendi que quantidade nunca significou lealdade, e que vale muito mais ter ao lado pessoas sinceras do que estar cercado de falsidade. Nunca vou desejar o mal a ninguém, porque meu coração não carrega esse peso. Porém, também aprendi que algumas pessoas precisam ficar longe de mim e da minha família. Distância, às vezes, não é maldade... é proteção, sabedoria e amor-próprio.

    Porque o cargo passa. O poder passa. A função passa.

    Mas a verdade sobre as pessoas... essa fica para sempre.

    Pensando nisso, preparamos perguntas especiais para você refletir sobre quem realmente merece espaço em sua vida. Responda com sinceridade e participe conosco dessa conversa sobre amizades verdadeiras, maturidade e paz interior.

    1. Você acredita que amizade verdadeira é rara nos dias de hoje?
    2. Alguma decepção já mudou sua forma de confiar nas pessoas?
    3. Já descobriu que alguém só se aproximava por interesse?
    4. Para você, o que define um amigo de verdade?
    5. Você perdoa facilmente quem decepciona sua confiança?
    6. Você acredita que o silêncio revela quem realmente se importa?
    7. Hoje você é mais seletivo com amizades do que no passado?
    8. Vale a pena manter por perto quem traz energia negativa?
    9. Você acha que maturidade ensina a escolher melhor os amigos?
    10. Já precisou se afastar para proteger sua paz e sua família?
    11. Quem esteve com você nos momentos difíceis ainda está ao seu lado hoje?


    quarta-feira, 22 de abril de 2026

     


    Jogos Escolares de São Francisco do Sul: tradição, juventude e a necessidade de resgatar a essência esportiva

    POR MARCELO BRAGA 

    No próximo dia 27 de abril, São Francisco do Sul volta a viver mais uma edição dos tradicionais Jogos Escolares, evento que há décadas movimenta a comunidade estudantil e esportiva do município. A competição será disputada em duas categorias: 12 a 14 anos e 15 a 17 anos, reunindo alunos de escolas municipais, estaduais, federais e particulares.

    Mais do que medalhas e troféus, os Jogos Escolares representam oportunidade, disciplina, integração e crescimento pessoal para centenas de jovens. Durante muitos anos, o Ginásio Municipal foi palco de grandes partidas, rivalidades saudáveis e talentos que surgiram para o esporte local e regional.

    Quem viveu as décadas de 80, 90 e início dos anos 2000 sabe que o evento era aguardado com enorme expectativa. As arquibancadas lotadas, professores envolvidos, famílias acompanhando e alunos defendendo suas escolas com orgulho faziam dos Jogos Escolares um verdadeiro patrimônio esportivo da cidade.

    Infelizmente, muitos observadores percebem que, com o passar do tempo, o nível técnico e o entusiasmo diminuíram. Em diversas modalidades, já não se vê a mesma preparação, o mesmo comprometimento e o brilho competitivo de outros tempos. Isso não significa falta de talento, mas sim a necessidade de maior incentivo, estrutura e valorização do esporte escolar.

    Outro ponto preocupante são as confusões e brigas que, em alguns anos, passaram a marcar negativamente um evento que deveria ser exemplo de respeito e convivência. Quando há aglomeração de jovens, é natural que conflitos possam surgir, porém cabe organização firme para prevenir excessos.

    É fundamental que a Secretaria de Esportes, juntamente com escolas e demais órgãos competentes, adote medidas claras e rigorosas. Quando ocorrerem brigas, seja dentro ou fora da quadra, deve haver identificação dos envolvidos e punições educativas e disciplinares. O esporte ensina limites, respeito às regras e responsabilidade.

    Não se pode permitir que atitudes isoladas prejudiquem a imagem de uma competição tão importante. Os Jogos Escolares precisam ser lembrados pelos gols, cestas, corridas, defesas e superações — nunca por tumultos.

    Falo com propriedade sobre esse tema, pois participei desses jogos desde a década de 80 até praticamente 2023, como atleta, educador e incentivador. Vi gerações crescerem dentro do esporte, vi amizades nascerem e muitos jovens encontrarem caminhos positivos graças às competições escolares.

    Confesso, porém, que hoje já não tenho a mesma motivação de antes. O desgaste natural do tempo e o cansaço acumulado desses eventos acabaram pesando. Mesmo assim, permanece o respeito por essa história e a esperança de dias melhores.

    Que esta edição de 2026 seja marcada pelo retorno da organização, da disciplina e do verdadeiro espírito esportivo. Que professores voltem a acreditar, que alunos joguem com honra e que o público prestigie com respeito.

    São Francisco do Sul tem tradição esportiva e merece Jogos Escolares fortes, seguros e inspiradores. O futuro começa nas quadras escolares.

     


    Escola Felipe Schmidt: um patrimônio educacional que ajudou a construir São Francisco do Sul

    POR MARCELO  BRAGA 

    A história de São Francisco do Sul passa, inevitavelmente, pelos corredores da antiga Escola Felipe Schmidt, uma instituição que marcou época, formou gerações e se tornou símbolo do desenvolvimento educacional do município.

    A escola foi inaugurada em 28 de setembro de 1918, com recursos do Governo do Estado de Santa Catarina, em um período em que investir em educação significava preparar o futuro de uma cidade em crescimento. O então Grupo Escolar Felipe Schmidt nasceu como uma das primeiras instituições públicas organizadas de ensino da cidade e rapidamente tornou-se referência regional.

    Seu nome homenageava Felipe Schmidt, importante político catarinense e ex-governador do Estado, figura influente na administração pública de Santa Catarina no início do século XX.

    Os primeiros anos e os educadores pioneiros

    O primeiro diretor da escola foi o professor Marcílio S. Thiago, responsável por conduzir os primeiros passos administrativos e pedagógicos da instituição. Ao lado dele, atuaram professoras e professores que ajudaram a construir a base da educação francisquense, entre eles:

    • Amélia da Costa Pereira
    • Zilá Margarida da Costa
    • Castorina Lobo S. Thiago
    • João Nepomuceno

    Esses nomes representam uma geração de educadores que, com dedicação e disciplina, lançaram as sementes do ensino público de qualidade em São Francisco do Sul.

    Um prédio histórico e imponente

    Localizada no Centro Histórico, a escola tornou-se um dos prédios mais tradicionais da cidade. Sua arquitetura clássica atravessou décadas e permaneceu como referência urbana e cultural. O imóvel passou por importantes obras de restauração, preservando características originais como balaústres, lambrequins, telhas francesas, madeira interna e sistemas antigos de ventilação.

    Mais do que paredes, o prédio guardava memórias: filas no pátio, desfiles cívicos, apresentações escolares, festas, amizades e os sonhos de milhares de alunos.

    Quantos alunos passaram por ali?

    Ao longo de sua trajetória centenária, é difícil mensurar quantos estudantes frequentaram suas salas de aula, mas os números mais recentes mostram sua grandeza. Em 2011, a escola contava com 740 alunos matriculados, distribuídos nos turnos matutino, vespertino e noturno.

    Em 2016, durante três turnos, aproximadamente 650 estudantes frequentavam a unidade.

    Isso demonstra que, mesmo após quase um século de existência, a escola continuava viva, ativa e relevante para a comunidade.

    O encerramento e a mobilização popular

    Em 2017, a escola encerrou suas atividades, justamente às vésperas de completar 100 anos. O fechamento gerou forte reação da comunidade. Pais, alunos, professores e funcionários realizaram manifestações públicas pedindo a continuidade das aulas e a preservação da instituição. Cerca de 400 pessoas participaram de um protesto em defesa da escola.

    Não era apenas o fechamento de uma unidade escolar. Era o encerramento de uma parte importante da memória coletiva de São Francisco do Sul.

    O presente: novo uso, mesma importância

    Hoje, o prédio abriga o Centro Administrativo Felipe Schmidt, reunindo secretarias municipais e serviços públicos. A reutilização do espaço garante movimento e preservação ao imóvel histórico, que continua servindo à população em nova função.

    O mesmo prédio que abrigava a Secretaria Municipal de Educação, justamente no espaço onde por décadas pulsou o ensino público, deixou de sediar a pasta. Para surpresa de muitos, a Secretaria de Educação passou a funcionar em outro imóvel alugado, gerando custos ao município.

    Há algo profundamente simbólico — e contraditório — nessa escolha. O órgão responsável por comandar a educação municipal saiu justamente de um prédio que nasceu para educar. A secretaria que deveria honrar a memória de uma escola histórica deixou o espaço que melhor representava sua missão.

    Ainda assim, para muitos francisquenses, o local sempre será lembrado como escola — o lugar onde aprenderam a ler, escrever, conviver e sonhar.

    Um legado eterno

    A Escola Felipe Schmidt não foi apenas uma instituição de ensino. Foi um centro de cidadania, disciplina, conhecimento e oportunidades. Formou trabalhadores, empresários, professores, servidores públicos, comerciantes e famílias inteiras.

    Seu legado permanece vivo na memória de cada ex-aluno, professor e cidadão que reconhece o valor da educação na construção de uma cidade melhor.

    Quando se fala em educação em São Francisco do Sul, um nome continua ecoando com respeito: Felipe Schmidt.

    segunda-feira, 20 de abril de 2026

     


    ÍDOLOS DO ABISMO: A GERAÇÃO QUE APLAUDE QUEM EXALTA DROGAS, CRIME E DESTRUIÇÃO


    POR MARCELO BRAGA 

    Vivemos uma era em que a fama, muitas vezes, vale mais do que caráter, talento ou responsabilidade social. Em meio às redes sociais, plataformas digitais e consumo instantâneo de conteúdo, parte da juventude passou a idolatrar figuras que transformam drogas, violência, vulgarização sexual e ostentação vazia em espetáculo. É preciso coragem para dizer: algo está profundamente errado.

    Antes de tudo, é necessário deixar claro que não se pode generalizar. O funk, assim como qualquer gênero musical, possui artistas sérios, talentosos e comprometidos com mensagens positivas. Existem músicos que cantam superação, alegria, realidade das periferias, crítica social e esperança. O problema não está no ritmo, mas no conteúdo destrutivo que parte desse mercado decidiu vender.

    Nos últimos anos, diversos nomes ligados ao universo musical apareceram mais nas páginas policiais do que nos palcos. Prisões, investigações por apologia ao crime, suspeitas de ligação com tráfico, porte ilegal de armas e lavagem de dinheiro mancharam a imagem de artistas transformados em referência para milhões de jovens. Quando isso acontece, a mensagem transmitida é perigosa: o crime compensa, a fama absolve e a lei pode ser ignorada.

    Os números mostram um cenário preocupante. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país ainda convive com altos índices de homicídios, tráfico de drogas e recrutamento de jovens pelo crime organizado. Ao mesmo tempo, pesquisas sobre comportamento digital indicam que adolescentes passam várias horas por dia consumindo conteúdo online, especialmente música e redes sociais. Ou seja: a influência cultural nunca foi tão intensa.

    Quando letras normalizam o uso de drogas, tratam armas como símbolo de poder e reduzem mulheres a objetos, isso não é apenas entretenimento. É formação simbólica. Crianças e adolescentes repetem bordões, imitam estilos de vida e incorporam referências sem senso crítico amadurecido.

    Enquanto escolas tentam ensinar disciplina, leitura, respeito e projeto de vida, parte da indústria cultural vende exatamente o contrário: imediatismo, dinheiro fácil, prazer sem limites e rebeldia irresponsável. O conflito está instalado dentro da mente dos jovens.

    Também não se trata de censura. Liberdade artística é importante e deve ser preservada. Porém, liberdade nunca significou ausência de crítica. A sociedade tem o direito de questionar conteúdos nocivos e exigir responsabilidade de quem influencia milhões de pessoas.

    Pais precisam participar mais da formação cultural dos filhos. Saber o que escutam, quem seguem e quais valores admiram não é invasão, é cuidado. Transferir toda educação moral para internet e escola é abandonar a própria missão familiar.

    A escola também precisa agir com inteligência: educação midiática, debates sobre letras, interpretação crítica e valorização de bons exemplos. Proibir sem dialogar costuma fracassar. Ensinar a pensar gera resultados duradouros.

    Há inúmeros artistas que merecem espaço por promoverem estudo, fé, trabalho, amor à família, autoestima e superação. Esses muitas vezes recebem menos atenção do que os que vivem de escândalo.

    Infelizmente, o que vemos hoje em parte do cenário musical é a banalização do funk e de outros estilos por setores que lucram com a degradação cultural. Transformaram arte em produto tóxico.

    A juventude brasileira merece mais. Merece inspiração verdadeira, não propaganda do caos.

    Se continuarmos chamando destruidores de valores de “ídolos”, colheremos uma geração sem referências sólidas. Ainda há tempo de mudar o palco, trocar os aplausos e escolher exemplos melhores.

    quinta-feira, 16 de abril de 2026

     


    A FALTA DE CONSERVAÇÃO DOS PARQUINHOS E QUADRAS ESPORTIVAS EM SÃO FRANCISCO DO SUL: UM ALERTA NECESSÁRIO

    POR,MARCELO BRAGA 

    Em São Francisco do Sul, cidade rica em história, cultura e belezas naturais, um problema vem chamando a atenção de moradores: a falta de conservação de espaços públicos destinados ao lazer e à prática esportiva.

    Parquinhos infantis e quadras esportivas, que deveriam ser ambientes seguros, acolhedores e bem cuidados, infelizmente têm sido alvo de abandono, vandalismo e uso inadequado.

    Um exemplo claro dessa situação é a quadra de areia da Praia do Paulas. Um espaço amplamente utilizado por crianças, jovens e adultos, que poderia ser um verdadeiro ponto de encontro comunitário, incentivo ao esporte e promoção da saúde. No entanto, há tempos moradores solicitam melhorias simples, como a reposição de areia — uma demanda básica, mas que até agora não foi atendida.

    Enquanto isso, os parquinhos infantis enfrentam outro problema grave: a depredação. Equipamentos quebrados, estruturas danificadas e brinquedos inadequados para uso colocam em risco a segurança das crianças. O que deveria ser um espaço de alegria acaba se tornando motivo de preocupação para pais e responsáveis.

    Outro ponto preocupante é o uso indevido desses espaços. Muitos parquinhos vêm sendo frequentados por jovens e adultos que utilizam os brinquedos de forma inadequada, acelerando ainda mais o desgaste dos equipamentos. Em alguns casos, há relatos de consumo de drogas, o que afasta famílias e compromete totalmente o objetivo desses locais.

    Não se trata apenas de falta de estrutura — mas também de falta de fiscalização, conscientização e responsabilidade coletiva.

    Eu mesmo já presenciei e chamei a atenção diversas vezes de jovens utilizando de forma incorreta os brinquedos destinados às crianças. É uma situação que exige não só ação do poder público, mas também uma mudança de comportamento da sociedade.

    O QUE PODE SER FEITO?

    Algumas soluções são urgentes e necessárias:

    • Maior fiscalização por parte do poder público
    • Instalação de câmeras de segurança nos espaços públicos
    • Manutenção periódica dos parquinhos e quadras
    • Atendimento às solicitações básicas da comunidade, como a reposição de areia
    • Campanhas de conscientização sobre o uso correto dos espaços
    • Aplicação de punições para quem depreda o patrimônio público

    Cuidar dos espaços públicos é cuidar das pessoas. É garantir que nossas crianças tenham onde brincar com segurança, que nossos jovens tenham alternativas saudáveis e que a comunidade possa conviver com dignidade.

    Não podemos normalizar o abandono.


    PERGUNTAS QUE FICAM:

    • Você já deixou de levar seu filho ao parquinho por falta de segurança ou conservação?
    • Quem deve ser responsabilizado pela depredação dos espaços públicos?
    • A instalação de câmeras ajudaria a diminuir o vandalismo?
    • Falta fiscalização ou falta consciência da população?
    • O poder público está ouvindo os pedidos da comunidade?
    • O que você faria para melhorar os parquinhos e quadras da nossa cidade?
    • Você acredita que punições mais rigorosas resolveriam o problema?

      2026: ELEIÇÃO PARA DEPUTADO OU CONSTRUÇÃO PARA 2028? O eleitor merece propostas claras e transparência sobre os projetos políticos em cons...